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domingo, 3 de novembro de 2013

Sinopse do romance "666 - Caçadores de Demônios" do escritor Tim Marvim


Quando algumas mulheres se dirigiram à sepultura de Cristo, no domingo seguinte após a sua crucificação, encontraram o túmulo aberto e vazio. Segundo a igreja, tal fato se deu porque Cristo ressuscitou. De acordo com este romance, há outro motivo. O sepulcro foi violado pelo demônio, que desejava levar o corpo do Filho de Deus para os infernos. Um homem presenciou o roubo e avisou alguns membros dos essênios, os quais se dirigiram ao local onde o demônio se escondia e o prenderam. Depois, encarceraram-no em uma caverna na Síria, de maneira que Satanás ali permaneceu por mais de mil anos. Quando os cruzados conquistaram Jerusalém, em 1099, descobriram em uma das casas velhos manuscritos essênios, relatando a prisão do demônio. Em 1119, o novo papa, Calisto II, resolveu averiguar o que havia de verdade naquele antigo pergaminho. Convocou as maiores inteligências da cristandade, entre eles Estevão Harding e São Bernardo de Claraval, os quais atestaram a veracidade do documento. Decidiram, pois, criar uma ordem de monges com o objetivo de encontrar um mapa essênio, escondido sob o Templo de Salomão, uma vez que este supostamente revelava o local onde Satanás estaria aprisionado. Tais monges ficaram conhecidos como templários.
Após terem descoberto o demônio numa caverna da Síria, os templários trouxeram-no em sigilo para um lugar da Europa, onde permaneceu em cativeiro até os nossos dias.
Michael é um jovem frade do convento de Santa Maria delle Grazie em Milão e, casualmente, descobriu nos porões do convento uma antiga biblioteca secreta dos templários. Através de três livros ali encontrados - Segredos Ocultos da Igreja, o Evangelho de José de Arimateia e o diário de Jacques de Molay - ele ficou sabendo disso tudo e começou a se convencer de que o demônio estaria para ser libertado e, consequentemente, iria se vingar da humanidade, provocando o final dos tempos.
Logo no dia seguinte após sua descoberta, um velho frade, grande amigo de Michael, é assassinado no convento de Santa Maria delle Grazie e o rapaz acabou sendo acusado pelo crime. Com receio de ser preso, resolve fugir. Esta é a linha mestra que dá todo o dinamismo do romance: por um lado, Michael fugindo de seus perseguidores e, por outro, procurando descobrir onde Satanás está aprisionado, para tentar impedir que ele fuja e ocorra o Apocalipse previsto por São João.
Ele vai ao Vaticano com o objetivo de revelar às autoridades eclesiásticas as suas descobertas, mas não acreditam nele e, a partir desse momento, começa também a ser perseguido por fanáticos religiosos ligados à cúpula da igreja.
    Quando os templários trouxeram o diabo ao Ocidente, resolveram espalhar diversas pistas que, unidas revelariam o local onde Satanás estaria encarcerado. Ao longo do romance, Michael as encontra em cada uma das sete torres do demônio e, após desvendar o enigma, ele dirige-se a este local extremamente secreto. 

    Gostou da trama? Então aproveite para adquirir o livro no formato E-book pelo preço promocional de R$ 1,99 no link abaixo:

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fotos do Curta "A Passagem"

    Prezados amigos, seguem algumas fotografias do curta-metragem "A Passagem", ambientado nos anos 70. Rodamos o filme aqui na região de Atibaia. Fiz a edição e o roteiro. Parabéns aos atores, Magri, Nona, Paulo e João! Estamos concorrendo com ele no Mapa Cultural Paulista (2013/2014).









quarta-feira, 27 de março de 2013

Romance A NOITE NEGRA - FREE




Agora você pode baixar grátis o romance histórico 
"A Noite Negra", vencedor do Prêmio 
Manaus de Literatura 2007. 

AMAZON BRASIL (R$ 6,24): 
 http://www.amazon.com.br/A-Noite-Negra-ebook/dp/B008A1EVZG/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1363977206&sr=1-1

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    Caso queira uma edição impressa, entre em contato pelo email: zenarede@ig.com.br 

R$ 20,00 
(+ frete de R$ 7,00 por impresso módico para todo Brasil)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As Pereiras da China (Conto)



José Antonio Martino   

            Nos tempos do imperador Ling, as pereiras ainda não davam frutos. Todos os anos, quando a primavera vinha espargir pelos campos a misteriosa magia da vida, tudo florescia, menos as pereiras, que não frutificavam nunca. Por isso eram conhecidas como as árvores mais tristes de toda a China.
            O imperador Ling tinha ficado velho e sabia que, em breve, não mais habitaria este mundo. Como não possuía filhos homens, andava muito preocupado em fazer um bom casamento para sua única filha, a princesa Liampi. Pretendentes não faltavam, porque Liampi era a princesa mais bonita de todo o Oriente. Dos mais longínquos reinos, chegavam numerosos presentes e propostas de casamento, que eram sempre recusados pela jovem herdeira ao trono da China. Liampi era amiga da lua e todas as noites esta vinha despejar pétalas de prata sobre o quarto da princesa para lhe embalar o sono.
            Um dia, apresentaram-se no palácio dois jovens dispostos a conquistar o coração de Liampi. Um deles era lavrador e trazia nas mãos uma velha foice enferrujada, antiqüíssima, que ele dizia ter sido presente dos deuses a seus ancestrais, quando Teru, o Senhor das Sementes, ensinou aos homens como cultivar a terra. O outro portava uma espécie de cítara, com a qual acompanhava seus versos. Era poeta e de sua boca saíam as mais lindas palavras que o vento já tinha espalhado pelas tardes de primavera.
            O imperador Ling, vendo que ambos se mostravam honestos e merecedores da mão de sua filha, decidiu que o escolhido seria aquele que realizasse um velho sonho da princesa:
            - Quero que tragam para mim a lua! Disse a jovem.
         Nem bem Liampi terminou o seu pedido e o lavrador se despediu. Partia imediatamente para as altas montanhas do Himalaia, de onde acreditava ser possível alcançar a lua e trazê-la para a princesa. O poeta, por sua vez, reconheceu que tal empreitada estava além de suas possibilidades. Sentou-se no chão e, dedilhando sua cítara, começou a recitar versos tristes, onde dizia da lua malvada e do seu amor não correspondido. Liampi apiedou-se do poeta e, como tinha um grande coração, resolveu tomá-lo como esposo por acreditar que assim acabaria com dor tão profunda.
            Quarenta dias se passaram, quando o lavrador voltou das montanhas do Himalaia. Vinha triste e resignado pelo fracasso que lá sofrera. Quando soube, porém, que a princesa nem ao menos havia esperado que ele retornasse e já estava casada, encheu-se de cólera. Jurou que, se Liampi não fosse feliz ao seu lado, também não seria ao lado de mais ninguém. Após armar-se com sua foice, ele se dirigiu ao palácio do imperador Ling, onde encontrou a princesa nos braços do poeta. Os olhos do lavrador coruscaram em chamas. Nem houve tempo para explicações. Com um único golpe, violento e mortal, ele decepou a cabeça da princesa, que rolou pelas escadas abaixo, e em seguida se matou.
            Pobre imperador Ling! Já velhinho, teve de suportar este último golpe que a vida lhe preparara. Todas as tardes, dirigia-se às margens do rio Amarelo, onde chorava copiosamente aos pés de uma pereira. À sombra daquela árvore triste, Liampi descansava seu sono de princesa. Numa noite sem luar, o velho imperador acudiu ao chamado dos céus e foi viver junto de sua filha nas margens daquele outro rio, derradeiro e eterno, onde os olhos toscos dos homens nada valem.
            Na primavera do ano seguinte, as pereiras de toda a China floresceram e produziram um fruto muito doce e perfumado que, segundo diziam os antigos, representava as belas curvas do corpo de Liampi. E desde então, durante alguns dias por mês, ano após ano, século após século, a lua toma a forma de uma foice, para lembrar aos homens o cruel destino da princesinha chinesa.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

As Muito Fabulosas Aventuras do Barriga


     Pessoal, estou postando aqui um pequeno vídeo sobre o livro de contos humorísticos "As Muito Fabulosas Aventuras do Barriga". Pedidos podem ser feitos pelo e-mail: zenarede@ig.com.br por R$ 15,00 (+ frete). Livro novo e autografado pelo autor. Um excelente presente! 
    Também pode ser adquirido em formato e-book no site do Amazon: 


domingo, 22 de julho de 2012

Visita do Barão do Rio Branco


Um dia antes de falecer, Machado de Assis recebeu a visita do Barão do Rio Branco. O estado de saúde do escritor era crítico, mesmo assim, ao ouvir ser anunciada a presença de pessoa tão ilustre, ele se esforçou tremendamente para se sentar na cama a fim de melhor receber o companheiro de academia. Segundo Francisca de Basto Cordeiro, que também se encontrava presente, a cena gravou-se para sempre em sua memória. Com a face iluminada por um resto de vida, Joaquim Maria estendeu seus braços para receber um abraço fraternal, mas o barão esquivou-se, limitando-se apenas a lhe apertar levemente a mão. Em seguida, muito constrangido, Rio Branco disse algumas palavras breves:

“- Então o que é isto, Machado? Está melhor, não é? Amanhã voltarei a vê-lo...”

Nem esperou pela resposta e retirou-se o mais rápido que pôde, fingindo não ver a cadeira que trouxeram para ele se sentar ao lado do moribundo. Machado de Assis caíra na cama, mortalmente ferido, humilhado, tendo sua sensibilidade sido ofendida de maneira irreparável. O escritor virou-se para a parede e mais nada falou, pois sua alma morrera naquele instante. Para completar a humilhação, todos que se encontravam no quarto ainda puderam ouvir o barão lavando as mãos num tanque que havia ali ao lado, como se temesse pegar alguma doença contagiosa. Do corredor, alguém gritou solícito, procurando ser gentil:

“- Uma toalha limpa para o Barão!”

            E o escritor morreria na madrugada seguinte, desiludido com a vida e com os homens.  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Paródia à mineira


No meio das pedras

                                        José Antonio Martino 


No meio das pedras tinha um caminho
tinha um caminho no meio das pedras
tinha um caminho
no meio das pedras tinha um caminho

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio das pedras
tinha um caminho
tinha um caminho no meio das pedras
no meio das pedras tinha um caminho.

domingo, 17 de junho de 2012

Livro traduzido para o inglês

    Caros amigos, a novidade da semana é que o livro "666 - Caçadores de Demônios" será traduzido para a língua inglesa. Estou muito curioso para ver como vai ficar. Em breve, postarei alguns trechos aqui, apenas como aperitivo...

domingo, 10 de junho de 2012

Inculta e bela: neologismos e contribuições linguísticas


      José Antonio Martino

      Após a Segunda Guerra Mundial, com a intensificação do estudo da língua inglesa em virtude da enorme propaganda americana através do cinema, livros, revistas, bolsas de estudo, etc e, sobretudo nos últimos anos com o advento da informática em nossas vidas e a consequente globalização, uma enxurrada de vocábulos ingleses veio inundar o léxico português. Estes estrangeirismos – essencialmente de caráter lexical – entram no idioma por assimilação cultural e, aos olhos dos puristas mais radicais e patrióticos, tais trocas linguísticas correspondem a um aviltamento e degradação não só do vernáculo, mas do próprio país subserviente. Esse tipo de patriotismo linguístico é antigo e já os filólogos gregos haviam banido os vocábulos turcos do léxico. Em Portugal, até hoje se encontra repulsa ao galicismo, em função dos excessos cometidos pelos soldados de Junot, quando Napoleão ordenou a invasão daquele país.
      Ninguém de bom senso há de censurar as palavras da língua inglesa quando elas são realmente necessárias, pois os estrangeirismos correspondem a uma valiosíssima contribuição, especialmente se a língua não possui termo para substituir adequadamente aquilo que se quer expressar. Inúmeras são as contribuições que só vêm enriquecer o vernáculo, por exemplo, as formas já aportuguesadas como bife, vagão, ringue, beque, sanduíche, clube, etc, e mesmo aquelas formas ainda não aportuguesadas, mas que o uso comum já aceitou como software, hardware, marketing, shopping center, show, jet ski e skate. O que se condena é o abuso dos anglicismos apenas por mero modismo ou débil tentativa de mostrar uma falsa erudição. Se a palavra já existe em língua portuguesa, não há motivo para preteri-la por outra alienígena. Tal fenômeno linguístico denomina-se barbarismo (para os latinos, bárbaro era todo estrangeiro) e trata-se de um vício de linguagem apenas quando o vocábulo não é imprescindível para o idioma. Por exemplo, por que empregar o termo deletar, se possuímos em português tantas outras palavras equivalentes que o substitui com vantagem, como apagar, desfazer, extinguir, eliminar, anular, cancelar, delir ou suprimir? Chegam mesmo a serem irritantes certos barbarismos como printar, estartar, playzar (argh!!!), weekend, bike, fast-food, sale, expert, delivery, sem enumerar outros que agora a televisão faz a gentileza de divulgar como se fosse a quinta-essência da comunicação entre os povos do terceiro milênio. Até vinte anos atrás, os nossos cineastas faziam refilmagem ou remontagem de uma novela ou uma produção cinematográfica. Infelizmente, hoje temos de assistir ao remake de um filme. Da mesma forma, os nossos desportistas chegavam às finais do campeonato, ao passo que hoje, jogam playoffs.  Lamentavelmente, o idioma em que Camões cantou e Camilo escreveu vai se tornando aos poucos um caçanje miserável. Valorize a língua portuguesa! Ela é tão rica e funcional quanto qualquer outra. E como sabiamente já disse Horácio em sua Arte Poética “muitas palavras que já caíram renascerão, e as que agora estão em voga e estimação também hão de cair se assim quiser o uso, o qual é o juiz, o árbitro e a regra da linguagem”.

(o autor permite a reprodução deste texto, desde que seu nome seja citado)
            

domingo, 27 de maio de 2012


     Quando José do Patrocínio, o famoso abolicionista, retornou de uma viagem a Paris, trouxe na bagagem não apenas livros e champanhes de qualidade, mas uma ideia com a qual ele imaginava que iria enriquecer da noite para o dia. Aos amigos mais próximos, confidenciou o segredo que o tornaria rico:

“Trago de Paris um carro a vapor... O veículo do futuro, meus amigos. Um prodígio! Léguas por hora. Não há aclives para ele: com um hábil maquinista, vai pelo Corcovado acima como um cabrito.”

O carro era um verdadeiro monstrengo e só para retirá-lo da alfândega foi um transtorno. Após conseguir montá-lo (tinha fornalha, caldeira, chaminé, correntes, grelha e ganchos), Zé do Pato, como Patrocínio era conhecido, marcou uma manhã de domingo para dar o primeiro passeio. Chamou diversos amigos a fim de andarem no automóvel, mas apenas o poeta Olavo Bilac teve coragem e aceitou o convite. Ao verem aquela máquina desengonçada, soltando bufos horrendos, cuspindo fumaça e fuligem para todo lado, deslizando pesadamente pelas ruas pacatas da cidade, como se fosse explodir a qualquer momento, as pessoas passaram a fugir dela como o diabo da cruz. O carro de José do Patrocínio foi também o responsável pelo primeiro acidente automobilístico que se tem notícia em terras fluminenses, pois colidiu com diversas árvores pelo caminho, a pouco mais de dez quilômetros por hora, até que acabou atolado em uma vala, sendo preciso inúmeros bois para conseguir retirá-lo dali. O sonho de Patrocínio de enriquecer com a novidade acabou naquele mesmo dia. Anos mais tarde, o escritor Coelho Neto chegou a ver o que restara do automóvel e disse que em suas fornalhas estavam dormindo galinhas. Por fim, foi vendido para um ferro-velho. 

domingo, 6 de maio de 2012

Capa do Livro "As Muito Fabulosas Aventuras do Barriga"

O livro "As Muito Fabulosas Aventuras do Barriga" ainda não foi lançado, mas não resisto à tentação de colocar aqui a capa. Reservas do livro podem ser feitas através do Email zenarede@ig.com.br pelo preço promocional de lançamento de R$ 20,00 (com frete já incluso para todo Brasil). 



terça-feira, 1 de maio de 2012